Elas foram criadas para ficar escondidas sob as roupas, mas as lingeries ganham cada vez mais importância no guarda-roupa feminino

Nos filmes e novelas, quando uma mulher quer seduzir ou passar sensualidade, aparece uma alça de sutiã de fora aqui, uma renda surgindo do decote ali e muitas, muitas calcinhas rendadas acompanhadas de cinta liga e meias 7/8. Nas histórias que vemos e lemos os maridos sempre chegam em casa e encontram as esposas com pequenas calcinhas cheias de segundas intenções. Mas bastava a mulher da vida real tentar passar algumas horas com elas para perceber: são desconfortáveis.

Quem passa o dia inteiro trabalhando quer relaxar no fim do dia. Há muito tempo as lingeries perderam a função de “roupa de baixo”. Mas para acompanhar a mulher moderna, elas estão ganhando outra cara. Foi exatamente para atender a esse público – mulheres modernas que não deixam de lado sua sensualidade – que as lingeries começam a ganhar um pouco mais de tecido. O sex appeal continua sob responsabilidade das rendas, que agora aparecem mais em detalhes.

A diretora de marketing e estilo da Duloren, Denise Areal, defende e aposta nos modelos. “Hoje não existe mais o mito de que a lingerie sensual é apenas aquela curtinha, cavada e pequena. Os modelos maiores têm ganhado mercado porque também são sensuais, elaborados, elegantes e ainda oferecem conforto. Fazendo um contraponto, os modelos maiores proporcionam esta sensação de bem-estar para elas e sensualidade para eles”.

Além disso, segundo Denise, essas lingeries também apareceram com força no mercado para atender a um outro público, ávido por mostrar que é sensual: as gordinhas. Com as calcinhas maiores, elas perderam a vergonha de mostrar o corpo. “As gordinhas, que usam G e GG, também têm sido um público consumidor em potencial porque as mulheres com este perfil querem se sentir confortáveis e mostrar sua sensualidade sem se preocupar se a lingerie está pequena demais”, garante Denise.

E os homens aderiram a busca ao conforto total. As cuecas tradicionais deram lugar as boxers, aquelas que parecem shorts. As primeiras a aparecer foram as de algodão, mas atualmente as de microfibra sem costura são as preferidas.

Danielle Moitas
Jornalista

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