Se me perguntassem qual é o lugar mais romântico do mundo, não hesitaria em responder: Capri. Esta encantadora ilha fica ao sul de Nápoles e é banhada pelo mar Tirreno. Barcos saem de Nápoles, com destino à Capri, em horários quase contínuos, com desembarque no porto de Marina Grande.
Tibério, imperador de Roma, residiu ali, bem como monges e exilados, que amenizaram sua tristeza com a beleza da ilha. Gregos e romanos, na antiguidade e hoje, turistas de todo o planeta, circulam pelas charmosas ruelas. As ruas sempre foram tortuosas, como atestam os restos dos antigos muros do século IV a.C. Até o início do século XX, o transporte era feito por jumentos, que levavam os visitantes de Marina Grande até o centro da ilha. Atualmente, pode-se ir de táxi, estilo capri, com a tolda de lona, ou de funicular, até a piazzetta. Desse ponto, a bagagem é levada por um carregador até o hotel, pois nem todas as ruas têm a largura suficiente para transitar carro. Quando as ruas permitem o trânsito de automóvel e microônibus, é necessário recolher os retrovisores, para não arrancá-los na ultrapassagem ou nos muros das encostas.
O ponto de encontro é na Praça Umberto I, piazzetta, como é carinhosamente conhecida, com bares, cafés, restaurantes,
a Torre do Relógio e informações turísticas. Assim como São Paulo tem a Rua Oscar Freire; Nova York, a 5ª avenida, Capri possui a Via Camerelle. As famosas marcas de artigos de luxo, são exibidas em despretensiosas vitrines e a riqueza, discreta, é notada na maneira de curtir a ilha. Os mais abonados, possuem iates e villas.
O passeio à Gruta Azul é inesquecível. Os barcos saem da Marina Grande, circundam a ilha, passam entre os Faraglioni, (rochedos que se erguem do mar), e chegam próximos à entrada da gruta. É feita a baldeação para uma canoa à remo. Senta-se no fundo da mesma, ao som de canções napolitanas, entoadas pelo barqueiro. É dada a ordem de abaixar a cabeça, que não se sabe se é para não arrancá-la, na entrada da gruta, ou se é para aumentar o suspense da luminosidade azul. Graças a perícia do marujo, que sabe quando entrar e sair, o passeio transcorre tranqüilo.
O local de banho de mar e recreação é na Marina Piccola. O acesso, pela tortuosa Via Krupp, pode ser de microônibus, táxi, ou simplesmente caminhando. A Via Mulo, que também leva à Marina, é só para pedestres. Chegando lá, tem uma singela capela, construída em cima de um rochedo, onde são celebrados casamentos. Poderia uma noiva almejar melhor cenário para o seu enlace?
Anacapri é a segunda cidade da ilha. O transporte sai de Capri e leva o turista até o centro de Anacapri. O teleférico do Monte Solaro é uma opção de vislumbrar a ilha nos seus 589 metros de altura. Pode-se ver a baía de Nápoles, o Vesúvio, Sorrento e Ischia.
Como as ruas são escavadas na rocha, e caminha-se muito, o melhor calçado é o mais cômodo, ou seja, tênis, alpargata ou sandália. Seus pés farão sempre o melhor reconhecimento; não deixe de caminhar. Nessas andanças, visite a Villa San Michele, o Museu e a casa de Axel Munthe, a pinacoteca da Casa Rossa, a Igreja de San Michele e a Villa Damecuta. Ao retornar, uma esticada no shopping e sua profusão de grifes, pois não se vive só de antigüidades.
Nem tudo é caro, os passeios tanto de barco, como de táxi ou transporte coletivo, são de boa qualidade e muito acessíveis. A comida napolitana é deliciosa e com bons preços. À noite, pode-se escolher um restaurante com vista para o mar. Seu jantar ainda terá a luz do dia, pois no verão escurece tarde, na Itália. A patisserie local é perfeita. Cada porta, terraço e muro são emoldurados por trepadeiras de cores vibrantes.
O menor fluxo de turistas é, como em todo lugar, fora da estação alta. Em abril e maio, tem-se a vantagem da primavera, com todo o esplendor das flores, que em Capri são pródigas. O mês de setembro é propício para longas caminhadas e mergulhos quase tranqüilos. O clima é sempre muito agradável.
Os hotéis tem uma tarifa mais elevada nos fins-de-semana. Durante a semana, os turistas diminuem e os preços das diárias também. Vale a pena consultar a Internet, ver as ofertas e checar com uma operadora de turismo. Há sempre alguma tarifa, em promoção, que só o agente de turismo tem a disponibilidade de oferecer.
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