Imagine que você está sentado no ônibus, voltando pra casa depois de um dia de trabalho, e de repente começa a sentir um mal-estar, sensação de aperto no peito, falta de ar, suor nas mãos, tontura, visão borrada e uma sensação de morte eminente. Esses sintomas duram alguns minutos, causam muito desconforto e tendem a desaparecer espontaneamente. Essa situação é um exemplo típico de um “Ataque de Pânico”. Caso esses episódios venham a se repetir, nesta ou em outras situações, e causar prejuízo no dia-a- dia, todos esses sintomas em conjunto passam a ser a “Síndrome do Pânico”.
A Síndrome do Pânico é uma doença psiquiátrica, classificada dentro dos Transtornos Ansiosos e relativamente comum na população. Ela pode ocorrer sozinha ou associada a outros transtornos e sintomas, como por exemplo a agorafobia (medo passar mal em lugares com muita gente) e a depressão.
É importante descartar uma causa orgânica, como por exemplo cardíaca, antes de classificar os sintomas físicos como sendo exclusivamente psiquiátricos.
O diagnóstico, portanto, é feito por um profissional médico, de preferência psiquiatra. O tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível, pois, assim, maiores são as chances de remissão dos sintomas. Psicoterapia cognitivo-comportamental ou psicoterapia analítica, associadas frequentemente ao uso de medicação, são os tratamentos indicados com sucesso na maioria dos casos.
Dra. ANA LUIZA GALVÃO
Psiquiatra
com colaboração
Dra. Dayane Diomário da Rosa e Dra. Alice Sibile Koch
Psiquiatra
com colaboração
Dra. Dayane Diomário da Rosa e Dra. Alice Sibile Koch
