TRANSTORNO DE ESTRESSE PÓS-TRAUMÁTICO
O transtorno de estresse pós-traumático acontece quando se vivencia uma situação de trauma emocional de grande magnitude. Os traumas mais comuns atualmente e que estão relacionados com o TEPT incluem situações de violência como assalto, sequestro, estupro, agressão física e acidentes, além de catástrofes naturais. Geralmente as situações estão relacionadas a uma ameaça real ou possível à sua vida ou integridade física e mental.
Sintoma
É comum que após o trauma a pessoa comece a reviver o trauma através de sonhos e de pensamentos, evite fatos, objetos ou quaisquer situações que lembrem o trauma, tenha medo de que a situação venha a se repetir e apresente sensações físicas de desconforto e ansiedade que podem ser desencadeados pela simples recordação mental do trauma.
Frequentemente, a pessoa tem recordações do fato agressor com muita aflição, incluindo imagens ou pensamentos do trauma vivenciado. Sonhos assustadores também podem ocorrer e o indivíduo pode agir ou sentir como se o evento traumático estivesse ocorrendo novamente. Um grande sofrimento psicológico surge com as lembranças de algum aspecto do trauma. Há uma intensa necessidade de se evitar sentimentos, pensamentos, conversas, pessoas ou lugares que ativem recordações do trauma. Pode haver dificuldade em recordar algum aspecto importante do trauma, em conciliar e manter o sono, irritabilidade ou surtos de raiva e baixa concentração.
Em crianças pequenas podem ocorrer jogos repetitivos com expressão de temas ou aspectos do trauma, sonhos amedrontadores sem um conteúdo identificável e encenação específica do trauma.
Esses sintomas podem se desenvolver algum tempo após o trauma. O intervalo pode ser breve como uma semana, mas a maioria deles aparece em torno de três meses após o evento traumático e podem variar ao longo do tempo, com piora dos sintomas em períodos de estresse, chegando a durar vários anos em alguns casos. As crianças e os idosos têm mais possibilidade de desenvolver estresse pós-traumático do que as pessoas na meia idade. Nem todas as pessoas que passam por um grande trauma desenvolvem estresse pós-traumático. Provavelmente ele ocorra com maior facilidade em pessoas que apresentam dificuldades em suportar determinados tipos de traumas.
Tratamento
A pessoa deve procurar um psiquiatra que fará uma detalhada avaliação e irá abordar o evento com técnicas de apoio e encorajamento. As psicoterapias cognitivo-comportamental e de orientação analítica podem ser indicadas. A medicação muitas vezes se faz necessária para um alívio inicial e uma melhor abordagem do quadro. Um apoio adicional para a família do paciente geralmente é indicado. Caso o paciente apresente alguma outra doença, seja ela psiquiátrica ou clínica, também precisa ser tratada.
Dra. ANA LUIZA GALVÃO
Psiquiatra
com colaboração
Dra. Dayane Diomário da Rosa e Dra. Alice Sibile Koch
