Quem não se lembra de Dona Benta, personagem de Monteiro Lobato, contando histórias sobre o céu e a terra para seus netos no Sítio do Pica-pau Amarelo? Pois ela não é única. Centenas de vovós e vovôs contam sobre seus tempos de juventude e tudo o que aprenderam na vida.
Além de distração, estas histórias representam a transmissão da informação para as gerações mais novas.
Se não acredita, em vez de buscar no computador, experimente perguntar para sua avó sobre algum personagem fictício ou real como, por exemplo, Getúlio Vargas, e quem sabe ela não lhe fará um relato quente e cheio de emoção, tendo sido ela mesma testemunha de muitos acontecimentos históricos. Ao falar de uma fábula, como ?A Raposa e as Uvas?, de Esopo, ou ?Os músicos de Bremen?, dos irmãos Grimm, uma pessoa da terceira idade pode acrescentar uma série de ensinamentos e vivências. Quem tem mais de setenta anos conheceu uma grande quantidade de pessoas e sabe sempre um bom caso para contar em qualquer situação.
Troca de Experiências
Contar histórias é uma ótima fonte de informação. A troca de experiências é benéfica tanto para quem ouve, quanto para quem conta. Os jovens podem aprender, enquanto os vovôs se atualizam.
Formas de Contar Histórias
Para transformar a narrativa em algo mais lúdico, aproveite-se de elementos externos; além de atrair a atenção das crianças, facilita a compreensão do enredo.
Use fantoches para contar as histórias. Eles podem ser comprados ou feitos artesanalmente. Fantoches de meia são simples e, se bem feitos, ficam muito bonitos.
Preparar um teatrinho também chama a atenção. O vovô pode montar o texto e ensinar para as crianças, que se dividirão em diversos papéis.
Gravuras e cartazes ajudam na compreensão de determinados fatos mais complicados. Por exemplo, coloque a moral da história escrita em cartolina e mostre ao final. É importante para que todos leiam diversas vezes até fixar os ensinamentos.
Usar algumas figuras de linguagem pode dinamizar a narrativa. Animais ferozes representariam opressores e pequenos animais que vivem em grupos seriam a população.
Canções populares que tenham o mesmo tema da história abrilhantam o espetáculo. Uma coreografia simples faz com que a narrativa jamais abandone as crianças que a assistam.
Exercite a imaginação das crianças e peça para, também elas, lhe contarem suas histórias.
Se não houver inspiração ou tempo de produzir algo mais elaborado, apenas abra um livro e leia uma boa história, tomando cuidado para mudar as vozes, dando características próprias a cada personagem.
Senta que lá vem a história!
Com o passar do tempo, os ouvintes das histórias vão preferir uma boa conversa com o vovô a ligar a televisão para ver desenhos animados, jogos esportivos ou programas de auditório. Bolo, guaraná e sanduíche são mais um atrativo para os pequenos.
Estar rodeado de pessoas faz bem para a cabeça e espanta a solidão, tão comum na terceira idade. Você se torna mais sociável e ponto de referência para todos na família e na vizinhança.
Equipe Corpo Saudável
