A mononucleose ou mononucleose infecciosa é uma doença viral causada pelo vírus Epstein-Barr (EBV). A mononucleose, também conhecida como doença do beijo, tem sintomas semelhantes aos de uma “dor de garganta”, não apresentando outros sintomas respiratórios chamativos. A mononucleose infecciosa é muito comum, é doença de progressão benigna. É transmitida nos contatos que contêm saliva. Sua predileção pelos linfócitos e outras células (mononucleares), do sangue, foi usada para a determinação do nome da doença (mononucleose). Tem capacidade de causar infecção de multiplicação rápida que destrói as células, e também de infecção de multiplicação lenta que preserva a célula e origina um estado de portador crônico, podendo o vírus ser reativado, como em determinados casos de Síndrome de Imunodeficiência adquirida (AIDS). O vírus se transmite tanto pela saliva como por troca de outras secreções.A transmissão se faz, principalmente, através do beijo. Após um período de um a dois meses de incubação, surgem os primeiros sintomas, os pródomos, com duração de dois a três dias, são inespecíficos: mal-estar, perda de apetite e febre alta. As populações afetadas dividem-se em dois grupos. Crianças pequenas, freqüentemente afetadas pelos próprios pais ou por outras crianças, e os adolescentes que são afetados quando se beijam. Cerca de 90% dos adultos são soro-positivo (ou seja, têm anticorpos específicos contra mononucleose), significando que muitos adultos tiveram a doença sem saber.
As manifestações clínicas mais características da mononucleose infecciosa são:
Dor de garganta com formação de “placas” exsudativas.
Febre alta 39-40 Cº.
Adenomegalias generalizadas (ínguas), concentradas prioritariamente no pescoço.
As manifestações clínicas mais características da mononucleose infecciosa são:
Dor de garganta com formação de “placas” exsudativas.
Febre alta 39-40 Cº.
Adenomegalias generalizadas (ínguas), concentradas prioritariamente no pescoço.
Outros sintomas comuns:
Dor de cabeça; falta de apetite; cansaço; sono em excesso; mialgias (dores musculares); artralgias (dores nas articulações); calafrios; vômitos; desconforto abdominal e exantema -manchas no corpo. A temperatura pode alcançar 40 Cº. As manifestações clínicas podem perdurar alguns meses, em outros casos podem passar desapercebidas. Além das ínguas e da dor de garganta, podemos encontrar esplenomegalia (aumento do baço), dando oportunidade a uma complicação, imediata, temida que é a ruptura traumática do baço, que estando muito aumentado de volume pode romper-se como consequência de mínimos traumas. O tratamento medicamentoso tem como objetivo atenuar as eventuais manifestações proliferativas e a diminuição da própria reprodução viral.A confirmação laboratorial do diagnóstico de MI é feita pelo hemograma, pela presença de anticorpos heterófilos, de anticorpos específicos e PCR. O potencial oncogênico desta infecção viral é sempre considerado.
Diagnóstico laboratorial.
Hemograma
O hemograma clássico da MI caracteriza-se por Linfocitose com muitos Linfócitos Atípicos, estes hemogramas costumam estar presentes na terceira semana da doença, mas nas MI com predominância de manifestações neurológicas, podem estar ausentes durante toda a doença.
Monoteste.
O hemograma clássico da MI caracteriza-se por Linfocitose com muitos Linfócitos Atípicos, estes hemogramas costumam estar presentes na terceira semana da doença, mas nas MI com predominância de manifestações neurológicas, podem estar ausentes durante toda a doença.
Monoteste.
Teste sorológico que pesquisa anticorpos heterófilos, não específicos, da mononucleose infecciosa. Utiliza-se o monoteste para diagnóstico da MI em crianças e adultos.
A obtenção de um título elevado aponta para o diagnóstico de infecção aguda por EBV, no paciente que apresenta sintomas compatíveis com MI e linfócitos atípicos.
A obtenção de um título elevado aponta para o diagnóstico de infecção aguda por EBV, no paciente que apresenta sintomas compatíveis com MI e linfócitos atípicos.
Os testes para anticorpos heterófilos costumam ser positivos em 40% dos pacientes com MI, durante a primeira semana. Após a terceira semana, positiva-se em cerca de 80-90% dos casos e , portanto, se faz necessário a repetição do teste nos casos inicialmente negativos. Geralmente, estes anticorpos não são detectáveis em crianças menores de cinco anos e em idosos. Os resultados falso-positivos são mais comuns em crianças com outras infecções viróticas. 70% das crianças e 10% dos adultos não desenvolvem anticorpos heterófilos.
Reação de Paul-Bunnel –variação técnica do Monoteste pesquisa, também, anticorpos heterófilos.
Reação de Paul-Bunnel –variação técnica do Monoteste pesquisa, também, anticorpos heterófilos.
Pesquisa de anticorpos específicos. Em alguns casos, se faz necessário a pesquisa de anticorpos específicos para EPV (Epstein-Barr Vírus). Durante o curso da doença, aparecem anticorpos heterófilos, capazes de aglutinar hemácias de carneiro ou de cavalo que são característica desta infecção. O diagnóstico é feito pelo conjunto de sinais clínicos associados à positividade para anticorpos heterófilos e presença de linfocitose com linfócitos atípicos. Diante de um quadro sugestivo que apresente pesquisa negativa para estes anticorpos heterófilos, faz-se necessário a pesquisa de anticorpos específicos para EBV, visto que mais de 70% das crianças e cerca de 10% dos adultos nunca desenvolvem anticorpos heterófilos. A pesquisa de anticorpos para o vírus EBV se faz necessária para a confirmação do diagnóstico da MI naqueles casos nos quais os pacientes apresentam alterações clínicas sugestivas, porém, sem os achados hematológicos clássicos e os títulos negativos para anticorpos heterófilos.
Os anticorpos específicos aparecem no final do período de incubação, atingindo títulos mais baixos durante a fase de recuperação, e persistirão por toda a vida como indicadores de imunidade para esta doença. O EBV é bastante comum no mundo inteiro, estudos demonstram que até 95% da população norte-americana foi infectada por EBV em algum momento de suas vidas.
Os antígenos específicos podem ser detectados através de anticorpos anti-capsídios viral ou PCR-EBV que detecta o DNA EBV. Este é o método de escolha para o diagnóstico de MI por EBV, do sistema nervoso central ou oftálmico.
Prevenção
Para prevenir a transmissão da doença, o beijo e o contato próximo com pessoas infectadas devem ser evitados.
Dr. Ércio Oliveira
Pediatra
Os antígenos específicos podem ser detectados através de anticorpos anti-capsídios viral ou PCR-EBV que detecta o DNA EBV. Este é o método de escolha para o diagnóstico de MI por EBV, do sistema nervoso central ou oftálmico.
Prevenção
Para prevenir a transmissão da doença, o beijo e o contato próximo com pessoas infectadas devem ser evitados.
Dr. Ércio Oliveira
Pediatra
