Vagina A vagina é parte do aparelho reprodutor feminino. Muitas mulheres não têm conhecimento sobre o seu funcionamento, interferindo na resposta sexual. A forma vaginal é diferente em cada mulher. A média da profundidade vaginal independe de quantos encontros sexuais a mulher já teve.

Canal do órgão sexual feminino e parte do aparelho reprodutor, a vagina possui paredes elásticas de 8 a 10 centímetros de comprimento que conecta o colo do útero aos genitais externos, também chamados de vulva. Sua entrada é protegida pelo hímem, limite entre a vagina e a vulva, uma membrana fina com formas diversas e algumas perfurações que capacitam a saída da menstruação, rompida normalmente nas primeiras relações sexuais, causando um pequeno sangramento. Porém, algumas atividades não referentes ao sexo podem eventualmente ocasionar o seu rompimento.

O sistema reprodutor feminino localizado no interior da cavidade pélvica é formado por dois ovários (gônadas responsáveis pela produção de estrógeno e progesterona - hormônios sexuais), duas tubas uterinas (trompas de Falópio), um útero (órgão oco situado na cavidade pélvica, revestido por tecido vascularizado chamado endométrio), vagina e vulva (o complexo dos órgãos genitais externos). Na parte externa da vulva encontram-se dois orifícios: urinário e genital. A cada lado da abertura externa há glândulas chamadas de Glândulas de Bartholin, secretoras de muco lubrificante.

Os grandes lábios de uma mulher reprodutivamente madura são cobertos por pêlos. Já os pequenos envolvem a abertura vaginal protegendo o início da uretra e da vagina. O clitóris, localizado na parte superior, tanto no exterior quanto no interior do corpo feminino, é uma pequena protusão de um tecido esponjoso erétil, com papel fundamental na sexualidade feminina sendo o único órgão que tem a função única de dar prazer.

A vagina ácida, com o nível do pH entre 2,0 e 4,0 é sinônimo de saúde, pois a acidez garante a harmonia entre os microorganismos criando uma barreira contra doenças. Acontece que esse mesmo nível de acidez, que contribui para uma flora saudável, é vilão dos espermatozóides. A ejaculação, por sua vez eleva, temporariamente, o pH para níveis mais alcalinos, tornando a flora mais receptiva aos espermatozóides.

A alimentação interfere na flora vaginal. Quando a mulher come derivados de leites e bebidas lácteas, a flora se mantém defendida. Já o álcool é capaz de diminuir a imunidade do organismo, permitindo infecções vaginais. Mas, bactérias próprias da flora microbiana vaginal agem naturalmente, fazendo com que a vagina tenha um odor característico.

A forma vaginal é diferente em cada mulher. A média da profundidade vaginal independe de quantos encontros sexuais a mulher já teve. Poucas sabem que a maioria das terminações nervosas responsáveis pela sensação de prazer encontra-se no primeiro terço vaginal, que aumenta de tamanho com a excitação, quando o canal vaginal fica lubrificado e o colo do útero é empurrado para cima, produzindo mais espaço. Os exercícios de Kegel podem estimular e treinar as paredes vaginais, melhorando o prazer sexual.

Diferentemente do que ocorre no pênis, a excitação feminina não é vascular. Por esse motivo, não existe nenhuma medicação que possibilite a disponibilidade fisiológica para o sexo.

Dicas para um bom relacionamento:
  • Quando estiver menstruada, troque o absorvente a cada 2 horas.
  • Evite dormir todos os dias de calcinha.
  • Evite usar meia calça todos os dias.
  • Evite biquíni molhado.
  • Use um espelhinho para se comunicar e saber se está tudo bem.
Ana Paula Veiga
Psicóloga e sexóloga

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