A criança pequena de uma “hora para outra” e sem motivo aparente começa a ter “crises” de choro intenso que costuma ocorrer no fim da tarde-início da noite. A criança apresenta-se, geralmente, com os joelhos flexionados sobre o abdômen, os punhos “cerrados”e a face demonstrando sofrimento; não havendo resposta efetiva às diversas tentativas de minorar a dor do bebê. O próprio nome “cólicas”implica em relacioná-las com o intestino, algo que nunca que nunca foi demonstrado. (Koliko em grego significa relativo ao intestino). É clássico o inicio das cólicas após a segunda semana de vida, tendo seu ápice entre o segundo e o terceiro mês de vida, diminuindo gradativamente após o quarto mês.
A cólica do bebê caracteriza-se por se apresentar em criança sadia, bem alimentada que chora obedecendo a regra dos três: mais de três horas por dia, mais de três dias por semana e por mais de três semanas. É muito importante neste conceito a palavra SADIA. Outros itens importantes a serem considerados para afastar em bebês que choram excessivamente:
- refluxo gastro-esofágico,
- infecção urinária,
- lesão de córnea ainda não identificada,
- agravos traumáticos intencionais ou não.
É importante no manejo destes bebês que os pais e cuidadores estejam plenamente seguros:
- que estas crianças não estão doentes,
- das características de surgimento e desaparecimento espontâneo das cólicas,
- da necessidade do ambiente calmo e seguro,
- dos efeitos relaxantes do embalo rítmico e suave do bebê, da música não excitante, dos passeios de carro ou de carrinho,
- do emprego criterioso de medicação antidor,
- e, em casos muito especiais, refratários às providências citadas, a modificação da dieta com a retirada do leite de vaca, mesmo nos bebês alimentados ao seio materno, a suspensão do leite de vaca da alimentação da nutriz, é de utilidade surpreendente, em casos muito especiais
Dr. Ércio Oliveira
Pediatra
