Suar em excesso é uma doença e tem tratamento

Transpirar em excesso é uma disfunção que pode causar transtornos. Cerca de 190 mil pessoas sofrem do problema. Mas a hiperidrose tem tratamento.

Suar é a forma mais natural para a manutenção da temperatura do corpo, mas cerca de 1% da população brasileira, ou seja, 190 mil pessoas sofrem com a hiperidrose – o excesso de transpiração. A disfunção gera desconforto, transtornos psicológicos e constrangimentos. Na maioria dos casos, o problema tem cura e deve ser tratado precocemente.

Segundo Larissa Hanauer, do Instituto de Dermatologia e Estética do Rio de Janeiro, a hiperidrose atinge principalmente mãos, pés, axilas e o rosto. O diagnóstico é clínico, baseado na observação corporal do paciente. Alguns testes podem ser realizados para avaliar a gravidade da doença. Os tratamentos são variados e devem ter início logo após a detecção da disfunção, como afirma a dermatologista.

“As pessoas ficam impossibilitadas de coisas simples, como usar sandálias ou cumprimentar amigos. As partes mais atingidas do corpo ficam molhadas. A transpiração excessiva acontece em momentos corriqueiros, piorando no calor e em situações de estresse emocional. É importante identificar o quanto antes a doença para que o tratamento tenha início e assim, haja uma redução o impacto psicológico na vida do paciente”, disse Hanauer.

A hiperidrose é controlada por meio de medicamentos indicados pelos especialistas após análise clínica de cada paciente. Os principais tratamentos são explicados pela dermatologista Larissa Hanauer.

“Uma técnica com um ótimo custo-benefício é a iontoforese, que inibe as glândulas responsáveis pela transpiração através de correntes galvânicas. O número e a freqüência das sessões são definidos de acordo com a resposta de cada paciente. Já no tratamento do excesso de suor no rosto, nas axilas e nos pés pode ser indicado o uso do botox. A cirurgia é recomendada apenas quando todas as outras opções forem descartadas”, detalha a médica.

A hiperidrose atinge, principalmente, adultos, mas pode ser encontrada também em adolescentes. Aproximadamente 60% das pessoas que sofrem com o excesso de suor têm outros membros da família com a doença, embora a hereditariedade não seja comprovada em estudos científicos.

A transpiração excessiva não é acompanhada necessariamente pelo mau cheiro, mas o suor pode facilitar a proliferação de bactérias que causam o problema.
 
Thaís Dias
Jornalista

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