
Há quem fale que as mulheres prefiram sexo oral e os homens, o sexo anal. Particularmente excitante para eles, muitas vezes tal prática acaba sendo um fetiche masculino. Já as mulheres o encaram com algum receio, principalmente da dor que pode advir como reflexo do medo e da insegurança.
Sabe-se que a ansiedade é capaz de tensionar os músculos, incluindo os do ânus. Assim, o sexo anal feito de forma correta não é capaz de provocar dor, muito menos sangramento e nem causar danos à elasticidade anal. A pessoa precisa estar excitada e relaxada para que a penetração ocorra sem incômodo. Sempre que existir dor, é sinal de que algo não está adequado.
O certo é que essa pode ser uma forma de obter prazer na relação sexual, para homens e mulheres, sendo possível o orgasmo. Porém, a sensação desse tipo de orgasmo é diferente do vaginal ou do clitoriano, pois os nervos e a textura do tecido anal são diferentes, levando a sensações também diferentes. As mulheres aumentam a possibilidade de atingirem o orgasmo quando praticam contrações vaginais e pélvicas ou estimulam simultaneamente o clitóris, aumentando a excitação.
O sexo anal é uma possibilidade para alternativas de práticas sexuais. Como o ânus não precisa de terapêutica hormonal, com o envelhecimento, tal prática pode ser uma opção. Além disso, muitas são as mulheres que fazem sexo anal como forma de manter a virgindade, mantendo o himen intacto.
Mas, para que ocorra o sexo anal é preciso uma dilatação do músculo do ânus, que deve ser feita aos poucos. Antes de tentarem a penetração em si, um dos parceiros pode acariciar o ânus e, aos poucos, ir introduzindo o dedo para que a musculatura comece a relaxar com maior facilidade, permitindo a penetração mais fácil e prazerosa que deve ser feita de forma gradual. Cada casal precisar, sem presa, estabelecer o seu próprio ritmo.
O sexo anal não funciona numa tentativa de ensaio e erro. Os anéis que circundam o canal anal funcionam de forma independente. O esfíncter externo é voluntário, o interno não é. Esse último é controlado, assim como o coração, por exemplo, pela parte autônoma do sistema nervoso central, ou seja, não se tem o controle voluntario dele, mas ele responde a reações fisiológicas do medo ou tensão. Já o esfíncter externo relaxa conforme a cabeça relaxa. Assim, quanto mais beijo, mais relaxamento, quanto maior o aconchego, maior a penetração. Dessa forma, existe a possibilidade de aumentar o prazer, mas sem se ligar nos outros sentidos da relação, a prática do sexo anal fica difícil já que os músculos dos esfíncteres contraídos podem originar a ruptura de fibras musculares, levando não só a dor como também ao sangramento.
Vale ressaltar que produtos tóxicos utilizados como lubrificantes vão causar irritação, pois após a pele do ânus, há mucosa e, por isso, toda e qualquer lubrificação deve ser feita à base de água (lembrando que lubrificantes à base de água também são incapazes de danificar a camisinha).
Além disso, na relação anal é necessário tomar alguns cuidados para que o pênis não transporte bactérias para a vagina, ocasionando danos à saúde, visto que existe uma incompatibilidade entre a flora bacteriana vaginal e anal. É preciso usar o preservativo sempre para que não ocorra, por exemplo, entrada de fezes no canal uretral capaz de causar infecções que podem se estender até os testículos nos homens. Assim, depois do sexo anal o preservativo precisa ser trocado. Vale (re) lembrar que o preservativo também é recomendável para evitar a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis.
Estamos sempre em busca de formas diferentes de obter prazer e o ânus pode trazer essa possibilidade. Claro que são os parceiros que vão criar a situação. Pode se ter o sexo vaginal sempre diferente também, buscando sempre pelo ponto de excitação e não pelo ponto G.
O casal precisa entender o que quer e se algum dos parceiros está concordando com essa prática como forma de satisfazer o outro. Respeite o ‘não’ e, caso desejem praticar, conversar é muito importante. Os cuidados envolvem desde o local escolhido como a possibilidade de tempo para que o casal possa relaxar.
Ainda vale lembrar que não há nenhuma ligação com sexo anal e orientação sexual, afinal não importa o lugar ‘geográfico’: não é ele que define a orientação sexual. A região anal é sensível aos toques eróticos e o desejo em tal prática não quer dizer que o homem seja homossexual. A região é a mesma tanto nos homens quanto nas mulheres e, por isso, as sensações aos toques serão iguais.
Agora, uma curiosidade levantada no XII Congresso Brasileiro de Sexualidade Humana, realizado de 4-7 outubro/2009: 10% da população feminina tem o que podemos chamar de infertilidade de causa imunológica. Ao praticar o sexo anal, sem camisinha, na hora em que o espermatozoide é depositado no ânus, seu organismo cria anticorpos capazes de bloqueá-lo. Então o uso da camisinha serve também se a mulher quiser engravidar desse homem em pouco tempo. Tais anticorpos duram 6 meses: eles envelhecem, morrem e param de circular. Assim, desde que não haja novamente o sexo anal sem camisinha, ela pode vir a engravidar desse homem.
Ana Paula Veiga
Psicóloga e sexóloga
Sabe-se que a ansiedade é capaz de tensionar os músculos, incluindo os do ânus. Assim, o sexo anal feito de forma correta não é capaz de provocar dor, muito menos sangramento e nem causar danos à elasticidade anal. A pessoa precisa estar excitada e relaxada para que a penetração ocorra sem incômodo. Sempre que existir dor, é sinal de que algo não está adequado.
O certo é que essa pode ser uma forma de obter prazer na relação sexual, para homens e mulheres, sendo possível o orgasmo. Porém, a sensação desse tipo de orgasmo é diferente do vaginal ou do clitoriano, pois os nervos e a textura do tecido anal são diferentes, levando a sensações também diferentes. As mulheres aumentam a possibilidade de atingirem o orgasmo quando praticam contrações vaginais e pélvicas ou estimulam simultaneamente o clitóris, aumentando a excitação.
O sexo anal é uma possibilidade para alternativas de práticas sexuais. Como o ânus não precisa de terapêutica hormonal, com o envelhecimento, tal prática pode ser uma opção. Além disso, muitas são as mulheres que fazem sexo anal como forma de manter a virgindade, mantendo o himen intacto.
Mas, para que ocorra o sexo anal é preciso uma dilatação do músculo do ânus, que deve ser feita aos poucos. Antes de tentarem a penetração em si, um dos parceiros pode acariciar o ânus e, aos poucos, ir introduzindo o dedo para que a musculatura comece a relaxar com maior facilidade, permitindo a penetração mais fácil e prazerosa que deve ser feita de forma gradual. Cada casal precisar, sem presa, estabelecer o seu próprio ritmo.
O sexo anal não funciona numa tentativa de ensaio e erro. Os anéis que circundam o canal anal funcionam de forma independente. O esfíncter externo é voluntário, o interno não é. Esse último é controlado, assim como o coração, por exemplo, pela parte autônoma do sistema nervoso central, ou seja, não se tem o controle voluntario dele, mas ele responde a reações fisiológicas do medo ou tensão. Já o esfíncter externo relaxa conforme a cabeça relaxa. Assim, quanto mais beijo, mais relaxamento, quanto maior o aconchego, maior a penetração. Dessa forma, existe a possibilidade de aumentar o prazer, mas sem se ligar nos outros sentidos da relação, a prática do sexo anal fica difícil já que os músculos dos esfíncteres contraídos podem originar a ruptura de fibras musculares, levando não só a dor como também ao sangramento.
Vale ressaltar que produtos tóxicos utilizados como lubrificantes vão causar irritação, pois após a pele do ânus, há mucosa e, por isso, toda e qualquer lubrificação deve ser feita à base de água (lembrando que lubrificantes à base de água também são incapazes de danificar a camisinha).
Além disso, na relação anal é necessário tomar alguns cuidados para que o pênis não transporte bactérias para a vagina, ocasionando danos à saúde, visto que existe uma incompatibilidade entre a flora bacteriana vaginal e anal. É preciso usar o preservativo sempre para que não ocorra, por exemplo, entrada de fezes no canal uretral capaz de causar infecções que podem se estender até os testículos nos homens. Assim, depois do sexo anal o preservativo precisa ser trocado. Vale (re) lembrar que o preservativo também é recomendável para evitar a transmissão de doenças sexualmente transmissíveis.
Estamos sempre em busca de formas diferentes de obter prazer e o ânus pode trazer essa possibilidade. Claro que são os parceiros que vão criar a situação. Pode se ter o sexo vaginal sempre diferente também, buscando sempre pelo ponto de excitação e não pelo ponto G.
O casal precisa entender o que quer e se algum dos parceiros está concordando com essa prática como forma de satisfazer o outro. Respeite o ‘não’ e, caso desejem praticar, conversar é muito importante. Os cuidados envolvem desde o local escolhido como a possibilidade de tempo para que o casal possa relaxar.
Ainda vale lembrar que não há nenhuma ligação com sexo anal e orientação sexual, afinal não importa o lugar ‘geográfico’: não é ele que define a orientação sexual. A região anal é sensível aos toques eróticos e o desejo em tal prática não quer dizer que o homem seja homossexual. A região é a mesma tanto nos homens quanto nas mulheres e, por isso, as sensações aos toques serão iguais.
Agora, uma curiosidade levantada no XII Congresso Brasileiro de Sexualidade Humana, realizado de 4-7 outubro/2009: 10% da população feminina tem o que podemos chamar de infertilidade de causa imunológica. Ao praticar o sexo anal, sem camisinha, na hora em que o espermatozoide é depositado no ânus, seu organismo cria anticorpos capazes de bloqueá-lo. Então o uso da camisinha serve também se a mulher quiser engravidar desse homem em pouco tempo. Tais anticorpos duram 6 meses: eles envelhecem, morrem e param de circular. Assim, desde que não haja novamente o sexo anal sem camisinha, ela pode vir a engravidar desse homem.
Ana Paula Veiga
Psicóloga e sexóloga
